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A
ligação de Colares ao vinho
perde-se no tempo, mas há conhecimento
que na altura da ocupação
romana já se fazia vinho nesta
região, posteriormente, em 1230,
o Rei D.Afonso III, entregava terras aos
nobres na condição de implementarem
o cultivo da vinha.
A região de Colares
ficou famosa nos finais do século
XIX, mais precisamente em 1865, quando
desabou sobre a viticultura mundial a
sua maior ameaça, a filoxera.
Este minúsculo insecto, proveniente
das Américas, começou a
chegar vivo à Europa quando a duração
das viagens foi reduzida devido à
introdução das máquinas
a vapor nos barcos.
Curiosamente, as vinhas
da região de Colares foram as únicas
que resistiram à filoxera, uma
vez que o insecto atacava a raíz
das vinhas e não se propagava nos
terrenos de areia, devido à profundidade
das raízes, que por vezes chegavam
aos 8 metros.
Em toda a Europa, excepto
nesta região começaram a
utilizar-se plantas americanas (resistentes
ao insecto), enxertadas com castas europeias.
Nas
vinhas desta Região, utilizam-se
paliçadas de cana para a proteger
dos ventos marítimos dada a proximidade
do mar. As características do terreno
e o microclima desta região, em
que as diferenças de temperatura
entre o inverno e o verão não
ultrapassam os dez graus centígrados,
não permitem uma graduação
elevada e conferem-lhe um inconfundível
sabor.
O vinho produzido nos terrenos
de areia é o famoso vinho de Colares
de Chão de Areia, tem direito à
denominação "D.O.C.-COLARES"
e a casta Ramisco nos tinto e Malvasia
nos brancos, têm uma representação
mínima de 80%.
As vinhas plantadas nos
terrenos argilosos, dão origem
ao vinho de "Chão Rijo",
que tem direito à denominação
"Regional Estremadura".
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